Abilio desafia cúpula do PL e rejeita aliança com MDB em Mato Grosso
Subtítulo Prefeito de Cuiabá afirma que não dividirá palanque com antigos adversários políticos.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu publicamente contra a aliança articulada pela direção nacional do Partido Liberal com o MDB para as eleições de 2026 em Mato Grosso.
A manifestação ocorreu neste domingo (2), após a confirmação de uma composição que prevê a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o deputado federal José Medeiros (PL) como candidatos às duas vagas do Estado no Senado. A chapa seria liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso.
Em uma publicação nas redes sociais, Abilio deixou claro que não pretende apoiar uma aliança com partidos que considera adversários do seu grupo político.
“Me libera, tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, declarou o prefeito.
Abilio argumentou que integrantes do MDB enfrentaram candidatos apoiados pelo PL em diferentes municípios durante as eleições de 2024. Entre os nomes mencionados estão Eduardo Botelho, em Cuiabá; Thiago Silva, em Rondonópolis; Léo Bortolin, em Primavera do Leste; e Kalil Baracat, em Várzea Grande.
O prefeito também citou a vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, que deixou o partido Novo e ingressou no MDB. Para Abilio, seria incoerente dividir o mesmo palanque com lideranças que atuaram como adversárias dos candidatos ligados ao PL nas disputas municipais.
A reação acontece menos de duas semanas após a convenção estadual do PL, realizada no dia 22 de julho, quando dirigentes da legenda afirmaram que uma composição com o MDB estava descartada. Na ocasião, o partido oficializou Wellington Fagundes ao Governo e José Medeiros ao Senado.
No entanto, Wellington confirmou neste domingo que Janaina Riva também integrará a chapa ao Senado. Segundo o senador, a decisão recebeu o aval da direção nacional do PL e teria superado as resistências existentes dentro do grupo.
O posicionamento de Abilio expõe uma divergência entre lideranças estaduais e a cúpula nacional do partido. A declaração aumenta a pressão sobre o PL, que terá de administrar a resistência de uma de suas principais lideranças em Mato Grosso durante a campanha eleitoral.





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