Mulher atribui filha de 33 anos a Abilio, mas prefeito rebate: “Eu tinha 9 anos”
Carta enviada ao prefeito de Cuiabá relata um suposto relacionamento ocorrido no início da década de 1990.
Uma carta enviada ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, levantou uma situação inusitada envolvendo uma suposta paternidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito divulgou parte da ligação realizada com a mulher responsável pelo documento.
Durante a conversa, a mulher afirmou que teria mantido um relacionamento de aproximadamente três ou quatro meses com Abilio. Segundo ela, os dois teriam sido vizinhos no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.
A mulher inicialmente situou o suposto relacionamento no ano de 1994. No entanto, durante a ligação, Abilio informou que a carta recebida apresentava outra versão: os dois teriam se conhecido em 1991 e a filha da mulher teria nascido em 1992.
A mulher disse que a filha, atualmente com 33 anos, seria muito parecida com o prefeito e sugeriu a realização de um exame de DNA. Ela também alegou que Abilio teria presenteado a família com um casal de porquinhos-da-índia.
O prefeito afirmou que não se lembrava da mulher, negou ter morado ou frequentado o bairro Duque de Caxias naquela época e questionou a cronologia apresentada.
“Se a sua filha tem 33 anos e eu tenho 42, eu tinha 9 anos quando sua filha nasceu”, respondeu Abilio.
Durante a conversa, o prefeito também afirmou que não havia iniciado a vida sexual aos 9, 10 ou 11 anos. Ele considerou improvável a história de que teria ido sozinho até uma rodoviária, ainda criança, para entregar os animais como despedida do suposto relacionamento.
Mesmo após os questionamentos, a mulher manteve a afirmação de que não estaria confundindo Abilio com outra pessoa e voltou a dizer que a filha seria parecida com ele.
Abilio, por sua vez, afirmou que a possibilidade de ser o pai era “zero” e sugeriu que a mulher poderia estar confundindo a identidade da pessoa com quem teria se relacionado.
Apesar da negativa, o prefeito demonstrou respeito pela história relatada pela mulher e reconheceu as possíveis dificuldades enfrentadas por ela como mãe. Ao encerrar a ligação, desejou boa sorte e pediu que Deus abençoasse a família.
O episódio levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de atribuição indevida de paternidade, situação popularmente conhecida como “golpe da barriga”. Entretanto, a ligação, isoladamente, não comprova fraude, má-fé ou qualquer prática criminosa.
Na gravação publicada, também não foi apresentado exame de DNA ou outro documento capaz de confirmar a paternidade alegada pela mulher.



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