• Várzea Grande, 05/06/2026
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Gaeco investiga suposta extorsão e corrupção na eleição da Mesa da Câmara de VG

Inquérito sob sigilo também apura suposto cárcere privado e plano para derrubar a prefeita Flávia Moretti

MidiaNews
Gaeco investiga suposta extorsão e corrupção na eleição da Mesa da Câmara de VG

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), está ouvindo vereadores de Várzea Grande sobre possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, realizada no dia 14 de maio.

O caso corre sob sigilo e o Gaeco não informou quais parlamentares já foram ouvidos. A investigação está sob responsabilidade do chefe do Grupo, o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves.

O inquérito foi aberto às vésperas da eleição e apura suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado. A denúncia inicial pedia a investigação do presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e de outros 11 vereadores que o apoiavam.

A acusação de cárcere privado se refere a um suposto "confinamento" promovido por Cerqueira em uma chácara em Várzea Grande, dias antes da eleição, com seus doze apoiadores. Segundo a denúncia, o objetivo seria evitar o "assédio" do Executivo e mudanças de posicionamento às vésperas da disputa.

Há ainda uma denúncia de que o grupo estaria articulando assumir o comando da Prefeitura, já que a cidade está sem vice-prefeito desde a renúncia de Tião da Zaeli (PL), em março.

Cerqueira venceu a eleição por 12 votos, apenas um a mais que o concorrente, Lucas Chapéu do Sol (PL), apoiado pela prefeita Flávia Moretti (PL). No dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli anulou a eleição, apontando afronta aos princípios da contemporaneidade e da razoabilidade, ao considerar que o marco temporal mínimo para a realização da disputa seria o mês de outubro anterior ao início do biênio.

Mesmo com seu grupo sob investigação, Wanderley afirmou que o grupo da prefeita é quem deve ter "cuidado" com o Gaeco, devido a propostas que teriam sido oferecidas a parlamentares para que mudassem o voto.

"Houve muito assédio, o peso que eles jogaram. Cuidado com o Gaeco prefeita, porque o assédio foi muito grande. Tem vereador e vereadora que já foram chamados no Gaeco [para prestar depoimento]", disse Wanderley ao podcast Revirado MT nesta terça-feira (2).

Foram citados na denúncia os vereadores do grupo de Wanderley: Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB), Cilcinho (PV), Sargento Galibert (PSB), Enfermeiro Emerson (Progressistas), Kleberton Feitoza (PSB), Gisa Barros (Podemos), Lucélia Oliveira (Agir), Miguel Júnior (Cidadania), Raul Curvo (Republicanos) e Wender Madureira (Republicanos).




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