• Várzea Grande, 05/06/2026
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Novo pedido de CPI da União Transportes é protocolado e Presidente da câmara dá procedimento

Requerimento foi reapresentado com as assinaturas originais dos dez vereadores e teve seu trâmite autorizado pela presidência da Casa.


Novo pedido de CPI da União Transportes é protocolado e Presidente da câmara dá procedimento

O vereador Caio Cordeiro (Novo) protocolou nesta terça-feira (2) um novo pedido de abertura da CPI do Transporte Coletivo na Câmara Municipal de Várzea Grande. A comissão pretende investigar possíveis irregularidades no serviço público de transporte coletivo e na execução do contrato com a concessionária União Transportes, no período de 2020 a 2025. O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, deu prosseguimento ao requerimento.

A reapresentação ocorre depois que o primeiro pedido foi indeferido pela Câmara por questões exclusivamente formais e protocolares. Segundo nota da Casa, o documento com as assinaturas dos parlamentares deveria ter sido protocolado em sua via original, mas foi apresentada uma cópia, situação que poderia gerar questionamentos sobre a legalidade e a validade processual da eventual abertura da CPI. Diante disso, a Câmara solicitou a reapresentação do requerimento com as assinaturas originais para que o trâmite pudesse seguir.

Com a correção feita, o novo documento foi entregue dentro das exigências apontadas pela orientação técnica e jurídica da Casa. O pedido manteve o mesmo objeto de investigação e as mesmas assinaturas dos vereadores que apoiaram a iniciativa.

Subscreveram o requerimento os vereadores Adilsinho (Republicanos), Bruno Rios (PL), Carlinhos Figueiredo (Republicanos), Charles da Educação (União), Cleyton Nassarden (MDB), Jânio Calistro (União), Joaquim Antunes (PSDB), Lucas Chapéu do Sol (PL) e Rosy Prado (União), além do autor, Caio Cordeiro. O vereador Rogerinho Dakar também declarou apoio à abertura da investigação.

A proposta de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito surge em meio a uma série de reclamações da população sobre atrasos, superlotação, ônibus antigos, falhas de acessibilidade e dificuldades enfrentadas diariamente por trabalhadores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência que dependem do transporte público em Várzea Grande.

Uma das principais linhas de apuração envolve indícios de que a União Transportes não estaria cumprindo adequadamente obrigações relacionadas à quantidade de ônibus em circulação, idade da frota, qualidade dos veículos, acessibilidade e regularidade das linhas. Conforme os dados organizados no pedido, embora a concessionária declarasse 58 ônibus, registros internos teriam apontado, em determinado momento, apenas 29 veículos disponíveis para atender 36 linhas municipais.

Antes de chegar à CPI, o caso já havia passado por outras etapas de fiscalização. Em maio de 2025, Caio Cordeiro apresentou uma Carta Convite para que a empresa prestasse esclarecimentos públicos na Câmara. O tema também foi debatido em audiência pública realizada em 25 de março de 2026, que reuniu representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, da AGER-MT, do Ministério Público, lideranças comunitárias e usuários. A União Transportes não enviou representantes ao encontro.

O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso, que instaurou procedimento para tratar da concessão, do fim do contrato e da necessidade de planejamento para uma nova licitação. A situação ainda passou pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, por meio da Mesa Técnica nº 05/2025, que estabeleceu obrigações para a continuidade temporária do serviço, entre elas renovação da frota, ar-condicionado, GPS, biometria facial, câmeras de segurança, Wi-Fi e aplicativo para usuários.




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