• Várzea Grande, 20/05/2026
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Governo de MT expulsa tenente do Corpo de Bombeiros após condenação por esquema de propina

Governo de MT expulsa tenente do Corpo de Bombeiros após condenação por esquema de propina


Governo de MT expulsa tenente do Corpo de Bombeiros após condenação por esquema de propina

Uma ex-oficial do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso teve, nesta segunda-feira (18.05), a sua carreira militar encerrada de forma definitiva. O Governo do Estado publicou o ato que retira o posto e a patente da ex-tenente Yara Corrêa dos Santos, alvo de condenação na Justiça Militar pelos crimes de corrupção passiva e abuso de confiança. Com a medida, ela deixa de fazer parte da corporação e perde qualquer direito a remuneração ou indenização.


O documento leva a assinatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e tem como base julgamento conduzido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Na esfera criminal, a ex-tenente recebeu da Vara Militar de Cuiabá pena de 5 anos, 7 meses e 22 dias, em regime semiaberto. As investigações apontam que Yara aproveitava o cargo de analista de projetos de segurança contra incêndio e pânico para atuar, em paralelo, como assessora particular de empresários interessados em destravar licenças junto à corporação.


Entre os contratos sob suspeita está o do Malai Manso Resort, empreendimento de luxo localizado na região da Chapada dos Guimarães. De acordo com o processo, o projeto avançou e foi aprovado em apenas 13 dias, ainda que os autos descrevam 39 falhas técnicas no documento analisado. Para a Justiça, a rapidez fora do padrão estaria diretamente ligada a pagamentos feitos à então militar.


A apuração também aponta o uso da empresa Simplifica Design e Projetos como intermediária financeira do esquema. Conforme consta no processo, companhias interessadas em obter alvarás depositavam valores na conta da Simplifica e, na sequência, parte desse dinheiro era transferida para Yara ou para a ex-esposa dela, Natallyn. Em um dos episódios mencionados, a ex-tenente teria embolsado R$ 7 mil após uma empresa beneficiada com licença depositar R$ 10 mil.


A defesa tentou justificar as transferências como pagamento de dívidas particulares, mas os argumentos foram afastados pela Justiça por ausência de comprovação. Para o Conselho de Justiça Militar, a coincidência entre os repasses e a aprovação dos projetos demonstrou que houve vantagem indevida. O TJMT, antes mesmo da decisão administrativa publicada agora, já havia entendido que a conduta da ex-tenente era incompatível com o exercício do oficialato.




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