• Várzea Grande, 03/03/2026
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Em Brasília é aliado, em VG é oposição

Vereador do Republicanos marcha com o PL em Brasília, mas faz oposição dura à prefeita Flávia Moretti em VG, e ainda carrega o barulho de um protesto que virou caso de polícia.


Em Brasília é aliado, em VG é oposição

A política de Várzea Grande tem dessas cenas que parecem escritas para virar meme, mas saem direto do mundo real. O vereador Wender Madureira (Republicanos), que já se colocou “à disposição” do partido para disputar uma vaga de deputado federal em 2026, resolveu trocar o palco local por uma vitrine nacional e foi para a caminhada puxada por Nikolas Ferreira, um ato identificado com a direita e com o PL. 


Até aí, seria só mais um político fazendo o que políticos fazem em ano pré eleitoral, buscar holofote onde tem câmera, engajamento e chuva para foto dramática. Só que existe um detalhe delicioso para quem assiste de fora, e indigesto para quem vive a rotina de VG. Em Várzea Grande, Wender é oposição declarada à prefeita Flávia Moretti, que é do PL. Ou seja, na cidade ele bate, em Brasília ele marcha junto, e o eleitor tenta entender se é coerência, estratégia ou só o velho “depende do CEP”. 


E o roteiro fica mais picante quando a gente lembra do protesto em frente ao Paço Couto Magalhães, organizado por vereadores da oposição, incluindo Wender. O ato, que tinha cobranças sobre serviços como água e coleta de lixo, terminou marcado por confusão e agressão a jornalista, com registro de boletim de ocorrência. Em matérias publicadas na época, o jornalista afirmou que a esposa do vereador foi apontada na ocorrência como autora da agressão, enquanto a situação virou disputa de versões e munição política dos dois lados. 


Agora, corta para a “caminhada” em direção a Brasília, com políticos de Mato Grosso sendo citados na adesão ao ato, como José Medeiros e Coronel Assis, além de Faissal Calil e outros nomes que apareceram na cobertura. No meio disso, Wender entra na cena como quem diz: “o debate local eu resolvo depois, agora eu quero é estar no frame certo”. 


E para completar o pacote, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), também publicou nas redes e apareceu na cobertura como alguém que foi ao encontro do grupo e participou do ato, reforçando que a marcha virou, além de protesto, um grande ponto de encontro de figuras públicas. 


No fim, fica a pergunta que não escolhe lado, mas escolhe provocar: Wender quer ser deputado federal em 2026, certo. Mas vai vender qual personagem para o eleitor? O opositor implacável da gestão do PL em Várzea Grande, ou o aliado de ocasião quando o PL vira passarela nacional?


Porque, do jeito que está, a política local não está só polarizada. Está coreografada. E quem paga o ingresso é o povo.





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