Câmara em Cena: O combinado que não combinou
O presidente da Câmara, Wanderlei Cerqueira, acatou
Quando o Executivo achou que estava jogando de mestre ao apresentar um projeto na área da saúde com direito a recurso carimbado para o município o que se viu foi uma peça digna de tragicomédia política.
De última hora, o líder da prefeita resolveu dar seu pitaco e pediu a inclusão de um “detalhe” no projeto. Como a CCJ não é feita de ferro, o presidente da comissão, com a ajuda de mais dois vereadores, articulou o arranjo. Tudo parecia combinado nos bastidores… até que a engrenagem emperrou.
E quem travou a máquina? O vereador Feitosa (PSB), que pediu vista. O presidente da Câmara, Wanderlei Cerqueira, acatou. Resultado: a votação do tão esperado projeto da saúde atrasou.
Mas a história não parou aí. O aliado do governo, Alessandro Moreira (MDB), irritado porque a jogada deu errado, resolveu aplicar a lei da retaliação: “olho por olho, dente por dente”. Sem pensar duas vezes, pediu vista de um projeto da vereadora Gisa Barros (PSB). Assim, o MDBista achou justo travar também a pauta da oposição, mostrando que vingança também é uma forma de articulação.
No final das contas, a Câmara terminou dividida, exposta e sem o avanço de nenhum dos lados. Prova de que, por mais que combinem, recombinem e ajustem, ainda é tudo mal combinado e mal articulado.
E a pergunta que fica ecoando nos corredores é: a culpa é de quem?
Do Executivo, que quis apressar o jogo?
Do presidente da CCJ, parceiro fiel da Secretaria de Saúde?
Do líder do governo, que improvisou de última hora?
Ou daqueles que ficaram de fora da conversa e resolveram puxar o freio de mão?
Enquanto não se define o culpado, o povo segue aguardando a tão prometida melhoria na saúde… e rindo do espetáculo da política local, onde até o “combinado” vira motivo de confusão.





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