• Várzea Grande, 03/03/2026
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A base da prefeita Flávia Moretti é tão estável quanto guarda-chuva furado em temporal

Amor ou ódio?


A base da prefeita Flávia Moretti é tão estável quanto guarda-chuva furado em temporal

Se alguém ainda tinha dúvida sobre a força da base da prefeita Flávia Moretti (PL), a votação desta terça-feira na Câmara Municipal mostrou que a situação ali está mais instável que banco de praça velha. A denúncia? Um possível uso irregular de slogan em uniforme escolar, que, segundo o autor Pedro Augusto Rodrigues Costa, pode configurar propaganda institucional. Isso abriu caminho para uma Comissão Processante que pode chegar ao extremo da cassação da prefeita.


Agora vamos ao ponto. Os votos em vermelho foram justamente os que defenderam a prefeita e disseram “não” à investigação. Só que esses votos parecem cada vez mais uma minoria envergonhada, cercada por um mar de verde, porque foram apenas 5 vereadores contra a abertura da CPI, enquanto 17 decidiram que a situação merece, sim, ser apurada.


E aqui começa a ironia que não pode passar despercebida. Vereadores que têm mais de 100 cargos ligados à prefeitura, que em tese seriam a tropa de elite da defesa da prefeita, votaram pela abertura da investigação. O que já diz muito. É como se o próprio escudo resolvesse abrir um buraco no meio do combate.


A base da prefeita está tão firme quanto castelo de cartas perto de ventilador. É difícil sustentar que existe governabilidade quando até quem deveria blindar a gestão apertou o botão verde, com toda tranquilidade do mundo. Se isso é base, eu não quero nem ver o que é oposição.


O fato é que a prefeita navega em um barco onde cada vereador parece remar para um lado diferente. Enquanto isso, a maré política só sobe. Com a abertura da CPI, a situação tende a ficar ainda mais delicada, já que a investigação mira diretamente um ato da gestão e pode avançar rumo à responsabilização mais dura.


A Câmara definiu também a composição da comissão. O presidente será o vereador Sardinha do MDB. O relator será Carlinhos Figueiredo do Republicanos. O membro será o Enfermeiro Emerson do PP. Ou seja, nomes que certamente não passarão despercebidos nessa nova fase.


A pergunta que fica é simples. Se na hora da primeira prova de fogo a base se desmancha desse jeito, com vereadores correndo para o lado da investigação, o que esperar quando a maré apertar de verdade? A impressão é que a prefeita está dependendo de uma base que apoia hoje, titubeia amanhã e foge depois de amanhã.


Se a gestão Flávia Moretti fosse uma ponte, o trânsito já estaria interditado por risco de desabamento.






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