Bruno Rios acusa incoerência, Adilsinho sobe o tom e sessão tem novo embate com Wanderley na presidência
Discussão ocorreu durante a análise do projeto de parcelamento de débitos previdenciários e envolveu a condução dos pedidos de vista.
A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande voltou a registrar momentos de tensão durante a análise do Projeto de Lei Complementar nº 28/2026, que autoriza o município a aderir ao parcelamento especial de débitos previdenciários junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
O debate desta vez envolveu o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), o líder do governo, Bruno Rios (PL), e o vereador Adilsinho (Republicanos), após divergências sobre a condução dos trabalhos legislativos.
Logo após anunciar a matéria, Wanderley informou que apresentaria pedido de vista ao projeto. O presidente justificou que os documentos que comprovavam a dívida haviam sido protocolados apenas na véspera e afirmou que, por ser auditor, precisava de mais tempo para analisar o conteúdo antes da votação.
Durante a justificativa, Wanderley declarou seu próprio pedido de vista como deferido.
A decisão provocou reação do líder do governo, Bruno Rios, que lembrou que, momentos antes, um pedido de vista apresentado pelo vereador Feitosa em outro projeto havia sido submetido à deliberação do plenário.
Bruno então solicitou que o presidente adotasse o mesmo procedimento, colocando também seu pedido de vista para apreciação dos vereadores.
Antes mesmo que o pedido fosse analisado, Wanderley encerrou a discussão e anunciou o projeto seguinte da pauta.
Foi nesse momento que o vereador Adilsinho interveio, afirmando que o presidente estaria sendo "incoerente" ao aplicar critérios diferentes para situações semelhantes.
A crítica fazia referência ao fato de que o pedido de vista apresentado anteriormente por outro parlamentar foi decidido pelo plenário, enquanto o pedido formulado pelo próprio presidente foi declarado deferido sem consulta aos demais vereadores.
Apesar do impasse, a discussão foi superada após diálogo entre parlamentares e representantes do Executivo. Com a apresentação das informações solicitadas, o pedido de vista acabou não prosperando e o projeto foi posteriormente apreciado e aprovado pelo plenário.
O episódio representou mais um momento de tensão durante a sessão extraordinária, que também foi marcada por debates sobre remanejamento orçamentário, críticas à condução dos trabalhos e discussões envolvendo projetos de valorização dos servidores municipais.



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