Ônibus da União Transportes usado por Wanderley vira alvo de apuração em VG
Veículo da concessionária foi utilizado em ação social ligada ao presidente da Câmara de Várzea Grande e levanta questionamentos sobre possível conflito de interesse.
Wanderley Cerqueira em Frente ao ônibus utilizado O uso de um ônibus da empresa União Transportes em uma ação social ligada ao presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, virou alvo de questionamentos e acendeu o debate sobre possível conflito de interesse no município.
O veículo, identificado como pertencente à concessionária responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande, teria sido utilizado no Projeto Bazar Itinerante, realizado no bairro Jardim Primavera. Nas imagens divulgadas, o ônibus aparece adesivado para atendimento social e vinculado à ação comunitária.
A situação chama atenção porque a União Transportes presta serviço público no município e está diretamente ligada a um dos temas mais cobrados pela população: o transporte coletivo. A Câmara Municipal, por sua vez, tem papel de fiscalização sobre temas de interesse público, incluindo a qualidade do serviço prestado aos usuários.
O caso ganhou ainda mais peso político porque a CPI da União Transportes, proposta para investigar possíveis irregularidades na concessão e na operação do transporte coletivo em Várzea Grande, foi indeferida pela Procuradoria da Casa, conforme informação repassada ao Relato MT.
A CPI tinha como objetivo apurar pontos como quantidade real de ônibus em circulação, idade da frota, atrasos, acessibilidade, qualidade dos veículos, cumprimento de contrato e possíveis falhas na prestação do serviço. O pedido foi apresentado em meio a uma série de reclamações de moradores que dependem diariamente do transporte público.
A principal pergunta que fica é simples: qual o limite entre uma ação social, o uso de estrutura de uma concessionária e a necessária independência de quem ocupa cargo de comando no Legislativo?
Em nota divulgada à imprensa, a União Transportes alegou que realiza ações sociais no município e que disponibiliza um ônibus para apoio a iniciativas comunitárias, conforme demanda e disponibilidade. A empresa também afirmou que o veículo não integra a frota operacional vinculada ao contrato de concessão.
A assessoria de Wanderley Cerqueira também negou irregularidade e afirmou que a relação com a empresa é exclusivamente institucional, sem uso de recursos públicos, sem promoção pessoal e sem prejuízo à atuação fiscalizatória do Legislativo.
Mesmo com as explicações, o episódio amplia a pressão sobre a Câmara e sobre a concessionária. Para parte da população, o caso precisa ser esclarecido com transparência, principalmente em um momento em que o transporte coletivo de Várzea Grande está no centro de críticas, cobranças e pedidos de investigação.
Agora, a expectativa é saber se os órgãos competentes irão aprofundar a apuração e se a Câmara dará uma resposta pública clara sobre o caso.





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