• Várzea Grande, 25/05/2026
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Caio Cordeiro questiona tratamento desigual em projeto sobre maus-tratos a animais na Câmara de VG; VEJA VÍDEO

Vereador afirma que proposta apresentada por ele em 2025 ficou travada, enquanto projeto semelhante já foi pautado para votação.

Da Redação
Caio Cordeiro questiona tratamento desigual em projeto sobre maus-tratos a animais na Câmara de VG; VEJA VÍDEO Caio Cordeiro questiona tratamento desigual em projeto sobre maus-tratos a animais na Câmara de VG

O vereador Caio Cordeiro levantou questionamentos sobre o andamento de projetos relacionados à responsabilização de agressores em casos de maus-tratos contra animais na Câmara Municipal de Várzea Grande.

Segundo o parlamentar, em abril de 2025 ele apresentou um projeto de lei com o objetivo de fazer com que pessoas responsáveis por maus-tratos a animais arcassem com as despesas do tratamento do animal agredido. A proposta, conforme documentos citados por Caio, foi protocolada em 1º de abril de 2025, encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça no dia 8 de abril e recebeu parecer favorável da CCJ em 14 de maio.

Depois disso, o projeto foi encaminhado à Comissão de Meio Ambiente no dia 20 de maio. De acordo com o vereador, a matéria ficou sem votação entre maio e setembro e, somente em outubro, recebeu parecer contrário, com apontamentos sobre a necessidade de revisão e alteração do texto.

Caio também afirma que chegou a receber um documento solicitando sua assinatura para retirada do próprio projeto de pauta, o que ele disse não ter feito. Ainda segundo o parlamentar, o parecer contrário não chegou a ser apreciado em plenário, e a proposta acabou ficando travada.

A discussão voltou à tona após a inclusão, na pauta da sessão desta terça-feira, de outro projeto com a mesma ideia central: fazer com que o agressor arque com despesas causadas por maus-tratos a animais. Para Caio, o novo texto é mais curto e genérico, mas preserva o mesmo princípio defendido em sua proposta original.

O vereador afirmou que votará favoravelmente ao novo projeto, destacando que não tem vaidade em relação à autoria quando a pauta é positiva para a cidade. Segundo ele, o objetivo é garantir que a causa avance, independentemente de quem assina a proposta.

Apesar do apoio declarado, Caio questiona o tratamento dado aos projetos dentro da Câmara. Para ele, a situação levanta uma reflexão sobre possíveis diferenças na tramitação de matérias semelhantes.

“Eu não quero pagar mal com mal. Amanhã o projeto terá meu apoio. Mas a população precisa saber o que acontece nos bastidores. Quando é projeto nosso, aparecem travas, demora e justificativas. Quando convém, anda. Isso é protocolo ou é dois pesos e duas medidas?”, questionou o vereador.









O caso reacende o debate sobre transparência, critérios de tramitação e tratamento isonômico entre os parlamentares. Para Caio, projetos de interesse público não devem ser prejudicados por disputas políticas, vaidades ou situações de bastidor.






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