• Várzea Grande, 25/05/2026
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Casos de estupro em escolas de MT sobem mais de 800% em 5 anos

Relatório da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) aponta que os registros saltaram de 38 em 2021 para 357 em 2025; meninas seguem como a maioria das vítimas.


Casos de estupro em escolas de MT sobem mais de 800% em 5 anos

Os casos de estupro registrados dentro de escolas em Mato Grosso cresceram 839,47% em cinco anos. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram 38 casos em 2021 e 357 em 2025.

O levantamento mostra um aumento expressivo ano a ano. Em 2022, o número saltou para 180, uma variação de 373,68% em relação a 2021. Em 2023, os registros quase dobraram na comparação com o primeiro ano da série, chegando a 296. No relatório, a Sesp não informa se as instituições são públicas ou privadas.

As escolas ocupam o terceiro lugar no ranking de locais onde mais acontecem casos de violência sexual. Em segundo lugar aparece a categoria “outros”, que não especifica onde o crime ocorreu. Esse grupo chama atenção tanto pelo número alto quanto pela falta de informação: só em 2025 foram 576 registros, o maior total dos últimos cinco anos nessa categoria.

A residência segue como o local mais comum desses crimes, em primeiro lugar nos cinco anos analisados. Em 2025, dos 2.694 estupros com local do crime registrado, 50% aconteceram dentro de casa.

O relatório ainda aponta registros em via pública, com números relativamente estáveis, e em propriedades rurais. A presença de casos em áreas rurais levanta o debate sobre até onde chegam as políticas de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Meninas são as principais vítimas

Os dados mostram que as meninas continuam sendo as principais vítimas. Dos 13.158 casos de abuso sexual registrados nesses cinco anos, 86,10% atingiram meninas de 0 a 17 anos.

A violência sexual contra menores não se limita ao estupro. Os casos de assédio sexual cresceram 88,81% entre 2021 e 2025, passando de 134 para 253. Já a importunação sexual, quando o agressor pratica ato libidinoso sem consentimento, como apalpar, tocar ou lamber, subiu 143,43%, indo de 198 registros em 2021 para 482 em 2025.

Abusos sexuais podem ser denunciados mesmo fora da situação de flagrante. Em caso de suspeita ou confirmação, a denúncia pode ser feita de forma anônima e gratuita pelo Disque 100, do Governo Federal, no Conselho Tutelar ou diretamente nas delegacias locais.




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