• Várzea Grande, 23/05/2026
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Polícia Federal investiga agente acusado de ameaçar alunos armado na UFMT

Corporação abre processo disciplinar contra Adriano Soares de Lima, pai de aluno ligado à lista das "estupráveis"; estudantes ocuparam a reitoria exigindo punição.


Polícia Federal investiga agente acusado de ameaçar alunos armado na UFMT

A Polícia Federal vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o agente Adriano Soares de Lima. Ele é pai de um dos estudantes acusados de criar a lista das "estupráveis" da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e é alvo de denúncias por ameaçar alunos dentro do campus. A informação foi confirmada pela própria corporação em nota divulgada nesta sexta-feira (22).

O caso ganhou repercussão nacional depois que o influenciador e jornalista Guilherme Torrigo Pallesi, conhecido como Guipa, publicou vídeos denunciando que o policial teria ido armado até a UFMT para intimidar estudantes que cobravam punição dos autores do ranking. Estudantes ocuparam a reitoria da universidade exigindo a expulsão dos alunos investigados.


Na nota, a Polícia Federal informou que os fatos envolvendo a conduta do agente estão sendo apurados pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado. A corporação confirmou que abriu procedimento disciplinar e que, neste momento, toma as medidas administrativas cabíveis no âmbito interno. A PF também declarou que reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a adequada conduta funcional de seus servidores.

A polêmica começou após prints de conversas entre estudantes do curso de Direito da UFMT vazarem nas redes sociais. Em uma das mensagens, um aluno sugere fazer um "ranking de alunas mais estupráveis" dos cursos. O conteúdo provocou revolta entre estudantes e movimentos feministas da universidade.

Segundo Guipa, algumas alunas que apareciam na lista abandonaram a faculdade após a exposição do caso. O influenciador criticou duramente a punição aplicada pela universidade e afirmou que a suspensão dos alunos seria insuficiente diante da gravidade do episódio. "Suspender um vagabundo como esse é a mesma coisa que você ter uma fratura exposta na perna e colocar um band-aid achando que vai curar", disparou.

O influenciador ainda denunciou que o policial federal teria ido até o campus armado com um revólver para ameaçar estudantes que participavam das cobranças por punição. "O cara não pode entrar numa instituição junto com o filho armado e ameaçar os estudantes que estão correndo pelo certo", afirmou.

A promotora Claire Vogel Dutra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), instaurou procedimento administrativo para apurar as denúncias de misoginia e violência contra mulheres dentro da universidade.

A UFMT também abriu investigação interna, afastou preventivamente estudantes envolvidos e suspendeu aulas presenciais do curso de engenharia civil após as denúncias de ameaças no campus.




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