• Várzea Grande, 21/05/2026
  • A +
  • A -

Civil deflagra Operação contra ataques a autoridades em redes sociais

Investigação apura crimes de perseguição, calúnia, difamação e injúria praticados por perfis em redes sociais contra autoridades dos poderes Legislativo e Executivo


Civil deflagra Operação contra ataques a autoridades em redes sociais

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (20.5), em Rondonópolis, a Operação Stop Hate, para cumprir cinco ordens judiciais. As investigações apuram os crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo. Os ataques foram praticados por meio de redes sociais.

Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). O trabalho contou com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

A apuração começou após a denúncia de que perfis no Instagram estariam publicando mensagens contra a honra de políticos e outras autoridades. Segundo a investigação, o conteúdo extrapolava os limites da liberdade de expressão e configurava crimes contra a honra e perseguição.

De acordo com a DRCI, os perfis publicavam, de forma repetida, conteúdos ofensivos e difamatórios contra as vítimas, com indícios de ataques virtuais sistemáticos. Em uma das postagens, houve a falsa acusação de homicídio contra um secretário municipal de Rondonópolis. A polícia informou que não existe nenhuma investigação contra esse gestor. Em outras publicações, foram feitas acusações de corrupção, sem comprovação, contra integrantes do Poder Executivo do município. Também foram divulgados vídeos e imagens criados por inteligência artificial que tratavam as vítimas de forma vexatória.


A investigação ainda apontou que um dos perfis acusou um deputado estadual de ter um secretário municipal como “testa de ferro”, expressão usada para indicar quem se vale de outra pessoa para atividades ilícitas. Segundo a polícia, isso causou abalo à honra do parlamentar.

Com base nas provas reunidas, os investigadores chegaram aos responsáveis por uma empresa ligada aos perfis e representaram pela expedição das ordens judiciais, depois autorizadas pela Justiça. As medidas incluem buscas nos endereços dos investigados e a apreensão de aparelhos eletrônicos, como celulares, computadores e mídias digitais, para preservar provas. A Justiça também proibiu novas publicações sobre as vítimas e o contato entre os envolvidos.

Para o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas foram necessárias para interromper as condutas criminosas, preservar provas digitais e garantir a investigação. “Além disso, com a apreensão dos dispositivos, será realizado o encaminhamento à Politec para realização da perícia, inclusive dos conteúdos que possam trazer informações e novas provas dos crimes em apuração”, disse.

As investigações seguem em andamento e novas medidas podem ser adotadas. O nome da operação faz referência ao termo em inglês “Stop Hate”, que significa “pare o ódio” e é usado como lema de um movimento global de combate ao discurso de ódio e à disseminação de informações falsas na internet. A ação integra a Operação Pharus, do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, voltada ao combate a grupos criminosos.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.