Saída de Igor Cunha abre nova mudança na Educação de Várzea Grande
Postagem em tom de desabafo nas redes sociais ampliou a repercussão da troca no comando da pasta
A saída de Igor Cunha do comando da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande movimentou os bastidores políticos da cidade e recolocou a pasta no centro da crise administrativa da gestão. Em entrevista publicada nesta quinta-feira, o próprio Igor afirmou que não pediu para sair e que deixou o cargo após solicitação da prefeita Flávia Moretti, que, segundo ele, adotou uma estratégia política para a mudança.
Horas depois da repercussão sobre sua saída, Igor publicou um story em tom de reflexão. No print que circulou nas redes, o então secretário falou sobre “fazer o certo”, sobre nem sempre ser compreendido na vida pública e encerrou a mensagem dizendo que “fazer o certo ainda vale a pena”. A postagem foi lida nos bastidores como um desabafo em meio ao desgaste político que antecedeu sua saída.
A troca acontece em meio a questionamentos envolvendo o processo seletivo da Educação e também em um ambiente de tensão interna dentro da administração municipal. Reportagens publicadas entre quarta e quinta-feira apontam que a saída de Igor ocorreu após desgaste político entre a prefeita, o vice-prefeito Tião da Zaeli e o núcleo da gestão, embora Igor tenha negado discussão direta com Flávia Moretti.
Para o lugar de Igor, o nome mais citado é o de Maria Fernanda Figueiredo. A prefeita confirmou à imprensa a escolha da professora de matemática e diretora executiva do Instituto Lírios. Maria Fernanda também é irmã do vereador Carlinhos Figueiredo, que integra a Câmara Municipal de Várzea Grande pelo Republicanos.
A mudança reforça mais uma alteração no primeiro escalão da prefeitura. Uma das reportagens sobre o caso aponta que esta já é a 18ª troca no secretariado da atual gestão. Até o fechamento desta matéria, nas edições do Diário Oficial localizadas nesta apuração, ainda não apareceu o ato específico de exoneração de Igor ou de nomeação da sucessora, embora a troca já tenha sido confirmada publicamente em entrevistas e reportagens desta quarta e quinta-feira.
O episódio amplia a pressão sobre uma das áreas mais sensíveis da administração municipal. Em Várzea Grande, a Educação não vive apenas uma troca de nomes. Vive, mais uma vez, uma troca de comando em meio a ruído político, cobrança administrativa e expectativa sobre quem, de fato, conseguirá dar estabilidade à rede.




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