Samantha defende proposta e critica casas minúsculas em Cuiabá: “Vai preservar dignidade”
Vereadora afirmou que reduzir o tamanho das moradias não garante queda no preço dos imóveis.
A vereadora Samantha Iris, esposa do prefeito Abílio Brunini, saiu em defesa da proposta que discute regras sobre o tamanho de terrenos e moradias em Cuiabá. Em vídeo publicado por ela, a parlamentar fez um discurso firme contra a ideia de que casas cada vez menores sejam apresentadas como solução habitacional para a população.
Durante a fala, Samantha questionou o que chamou de “insistência” em fazer pessoas morarem em casas minúsculas. Segundo ela, o argumento de que a redução no tamanho das moradias poderia mudar ou baratear o preço dos imóveis não corresponde à realidade.
“Essa questão aí de que vai mudar preço, que vai aumentar preço de casa, é mentira”, afirmou a vereadora.
Samantha também criticou o fato de pessoas que vivem em imóveis maiores defenderem casas de cerca de 40 metros quadrados como moradias dignas. Para ela, o debate precisa considerar a realidade das famílias cuiabanas, especialmente aquelas que precisam de espaço para crescer, guardar um veículo ou ampliar a casa no futuro.
A parlamentar comparou a situação com produtos vendidos no mercado. Ela citou o exemplo de barras de chocolate, que antes tinham embalagens maiores e, com o passar do tempo, diminuíram de tamanho, mas continuaram sendo vendidas por valores semelhantes.
Na avaliação da vereadora, o mesmo pode acontecer com casas e terrenos: a área diminui, mas o preço não acompanha essa redução. Por isso, ela defendeu que Cuiabá não deve seguir modelos de grandes centros urbanos sem considerar a realidade local.
Samantha também ironizou comparações entre Cuiabá, São Paulo e até países como a China, onde há exemplos de moradias extremamente pequenas. Segundo ela, não se pode usar esse tipo de comparação para justificar casas “cápsulas” em Mato Grosso.
A vereadora afirmou que Cuiabá ainda tem a oportunidade de garantir ao cidadão um terreno com espaço para uma horta, uma árvore, uma garagem ou a ampliação de um quarto, caso a família aumente.
“Por que tanta insistência em fazer as pessoas viverem num terreno onde ela não consegue fazer uma garagem para estacionar o carro?”, questionou.
A fala ocorre em meio ao debate sobre habitação, tamanho de lotes e programas como o Minha Casa Minha Vida. Para Samantha, a política habitacional precisa garantir acesso à moradia, mas sem abrir mão da dignidade e de condições mínimas de espaço para as famílias.



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