Após vídeo, deputado do PL nega deboche contra a PF e diz não ter Rolex
Faissal Calil afirma que está indignado com as informações sobre o caso e garante que seu único relógio é um Bulova comprado há cerca de 10 anos
O deputado estadual Faissal Calil (PL) voltou às redes sociais para negar que tenha debochado da Polícia Federal após ser um dos alvos da Operação Gemini. A reação veio depois da repercussão de um vídeo em que o parlamentar aparece perguntando "que horas são aí no meu Rolex?".
Em nova gravação publicada nesta quarta-feira (10), Faissal afirmou estar indignado com as informações divulgadas sobre o caso. "Estão ventilando na mídia que eu estaria debochando da Polícia Federal. Quem sou eu, debochado numa instituição séria?", disse o deputado.
Durante o vídeo, o parlamentar mostrou o relógio que usa no pulso e contou que o acessório foi comprado há cerca de dez anos. Segundo ele, o modelo é da marca Bulova e custou R$ 971. "Estou principalmente indignado que eu nunca tive e não tenho Rolex. O único relógio que eu tenho é esse aqui, comprado há 10 anos atrás. É um Bulova, custou R$ 971", declarou.
Faissal disse ainda que aguarda acesso aos autos do processo para se pronunciar de forma mais aprofundada sobre a investigação. "Estou muito tranquilo, porque quem não deve, não tem", acrescentou.
A nova manifestação ocorreu após o vídeo divulgado na segunda-feira (9). Na gravação anterior, o deputado aparecia pedalando uma bicicleta, exibia um relógio no pulso e ironizava a operação ao perguntar "que horas são aí no meu Rolex?". Em seguida, afirmou que a Polícia Federal teria apreendido apenas o seu celular e encerrou o vídeo mandando um "beijinho no ombro".
O parlamentar é um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
De acordo com a investigação, um desembargador da Corte estadual teria usado pessoas de confiança para movimentar recursos, pagar despesas pessoais e realizar negociações imobiliárias consideradas suspeitas. O objetivo, segundo a apuração, seria ocultar patrimônio e dar aparência de legalidade a valores supostamente obtidos de forma ilícita.
Ainda conforme a Polícia Federal, foram identificados mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques em espécie, além de repasses tidos como sem justificativa comercial. Esses repasses envolveriam empresas do agronegócio que tinham processos em tramitação no tribunal.
Além de Faissal, também foram alvos da operação o empresário Luciano Cândido Amaral, apontado como suposto operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Castro e o ex-prefeito de Cláudia, Vilmar Giachini (MDB).



COMENTÁRIOS