• Várzea Grande, 30/05/2026
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Assassino fez pix após matar esposa em Cuiabá

Jackson Pinto da Silva foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Segundo o MPMT, ele ainda movimentou contas bancárias da vítima e simulou um sequestro.


Assassino fez pix após matar esposa em Cuiabá

A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra Jackson Pinto da Silva, acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime, em Cuiabá. A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, e o processo tramita na 14ª Vara Criminal da cidade.

Conforme a denúncia, o crime ocorreu na manhã do dia 4 de maio de 2026, na casa do casal, no bairro Parque Cuiabá. De acordo com o MPMT, o acusado teria matado a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, por asfixia mecânica enquanto ela dormia. Esse detalhe, segundo a investigação, impediu qualquer reação da vítima e reforça as circunstâncias que qualificam o homicídio.

As apurações indicam que o crime aconteceu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, com elementos que apontam menosprezo à condição feminina, o que configura o feminicídio. A denúncia também sustenta que o caso teve motivação patrimonial. Segundo o promotor, antes e depois da morte da vítima, o acusado teria adotado medidas para obter controle sobre bens e valores dela, incluindo movimentações bancárias em benefício próprio.

Ainda de acordo com o MPMT, após o crime, o denunciado teria levado o corpo para outro imóvel da vítima. No local, com o auxílio de um maquinário contratado sob o pretexto de uma obra, ele teria enterrado o cadáver, o que caracteriza a ocultação. Em seguida, conforme a acusação, passou a tomar atitudes para dificultar a investigação, como retirar equipamentos de gravação de imagens da residência e simular o desaparecimento da esposa.

A denúncia aponta ainda que o acusado teria usado o celular da própria vítima para enviar mensagens a familiares, simulando um sequestro e pedindo pagamento de resgate. Ele também teria ido à delegacia registrar uma ocorrência falsa. A versão apresentada por ele, no entanto, não se sustentou diante das provas reunidas durante a apuração, o que levou ao esclarecimento da dinâmica do crime e à localização do corpo.

Na peça acusatória, o promotor pede o prosseguimento da ação penal até o julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.




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