Deputado quer proibir criação, doação e ecomercialização de pit bulls em Mato Grosso
Medida em análise na ALMT desautoriza criação, reprodução, doação, venda de cachorros com os fenótipos da raça
Está na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (ALMT) proposta do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) que prevê a proibição da criação, comercialização e reprodução de cães da raça pit bull em Mato Grosso. A medida tem como justificativa a prevenção de riscos à integridade física de pessoas e outros animais, diante de ataques considerados de potencial agressivo.
“Fica proibida, no âmbito do Estado de Mato Grosso, a criação, reprodução, comercialização, doação, cessão, permuta, exposição, importação, ingresso, circulação comercial e qualquer forma de introdução de cães do tipo pit bull e seus cruzamentos, com a finalidade de prevenir riscos graves à integridade física de pessoas e animais, reduzir a ocorrência de ataques com alto potencial lesivo e promover a segurança sanitária e coletiva”, diz trecho do projeto.
A proposta inclui animais identificados, por critérios fenotípicos ou documentais, como American Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier, Staffordshire Bull Terrier, American Bully e raças correlatas. Também abrange cães resultantes de cruzamentos que mantenham características morfológicas do tipo pit bull, ainda que não possuam pedigree.
Conforme o texto, tutores que já possuem cães enquadrados na categoria “poderão mantê-los”, desde que cumpram uma série de exigências. Entre elas, cadastro obrigatório do animal, microchipagem, castração e adoção de medidas de segurança, como uso de focinheira e guia curta em locais públicos, além de restrições de circulação em ambientes com grande fluxo de pessoas.
O cadastro estadual deverá ser feito em até 90 dias. Já a castração obrigatória deverá ocorrer no prazo de 180 dias.
A proposta prevê que a castração e a microchipagem possam contar com apoio financeiro do Executivo, mas não detalha a origem dos recursos. “O Poder Executivo poderá instituir programa de apoio à microchipagem/castração, mediante parcerias e disponibilidade orçamentária”, diz outro trecho da propositura.
O projeto também estabelece sanções em caso de descumprimento, que vão desde advertência até multa e apreensão do animal, conforme a gravidade da infração. No entanto, não há detalhamento sobre o destino dos animais recolhidos. Em casos mais graves, o tutor poderá ser proibido de manter cães de grande porte.
Na justificativa, o parlamentar afirma que a proposta busca reduzir episódios graves envolvendo ataques de cães, com base em estudos e registros de casos fatais no Brasil. Segundo ele, embora não se trate de generalizar o comportamento dos animais, há evidências de que ataques atribuídos a esse tipo de raça tendem a provocar lesões mais severas, o que, na avaliação do autor, justifica a adoção de medidas preventivas.




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