ExpoVG 2026 no modelo custo zero: entenda quem paga o quê
Município assume cachês e serviços públicos de apoio, enquanto a associação fica com a estrutura e a operação comercial da feira.
A ExpoVG 2026 será realizada no modelo chamado de “Custo Zero”, mas isso não significa que a festa será feita sem despesas. Na prática, o formato muda a forma como os custos são divididos entre o poder público e a organização do evento.
Pelas informações divulgadas, a Prefeitura de Várzea Grande não fará repasse em dinheiro para a associação organizadora. Em vez disso, o município ficará responsável por despesas específicas, como cachês dos grandes artistas e serviços públicos de apoio.
Entre os itens que cabem à Prefeitura estão ainda limpeza, iluminação, segurança pública no entorno do evento e apoio de agentes de trânsito. A proposta, segundo a explicação divulgada, é garantir o interesse público com shows gratuitos no palco principal.
Do outro lado, a ACUBA assume a parte estrutural e comercial da feira. Isso inclui a montagem da estrutura móvel, como palco de 40 metros, arena de rodeio, arquibancadas e geradores, além da operação comercial do evento.
Para bancar essa parte da organização, a associação poderá explorar fontes de receita ligadas à própria feira. Entre elas estão a venda de camarotes, bangalôs e ingressos para o after, além do aluguel de espaços na praça de alimentação, parque de diversões e cotas de patrocínio com marcas privadas.
A divulgação também aponta uma contrapartida social dentro desse modelo. Segundo o material, haverá ingressos gratuitos para crianças em situação de vulnerabilidade.
O modelo apresentado tenta unir lazer gratuito para a população com a participação da iniciativa privada na parte comercial da festa. Com isso, a Prefeitura concentra os gastos ligados ao interesse público, enquanto a entidade organizadora assume o risco e os custos da operação comercial.
No modelo de “custo zero”, o poder público não entrega dinheiro diretamente para a organizadora do evento. Cada parte assume uma área da despesa. A Prefeitura banca serviços públicos e atrações gratuitas, enquanto a organização privada investe na estrutura e busca retorno com receitas comerciais da própria feira.



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