• Várzea Grande, 18/06/2026
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Câmara de Várzea Grande aprova moção de repúdio contra vereador de Pedra Preta por fala machista

Manifestação é resposta à comparação ofensiva feita contra a prefeita Iraci Ferreira; iniciativa partiu de Rogerinho da Dakar e Gisa Barros.


Câmara de Várzea Grande aprova moção de repúdio contra vereador de Pedra Preta por fala machista

A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou nesta terça-feira (2) uma moção de repúdio contra o vereador Gilson José de Souza, de Pedra Preta (MT), que durante sessão comparou a prefeita Iraci Ferreira a uma “cachorra viciada”. A declaração, considerada machista e misógina, repercutiu nacionalmente e gerou cinco pedidos de cassação contra o parlamentar.

A moção em Várzea Grande foi apresentada pelos vereadores Rogerinho da Dakar (PSDB) e Gisa Barros (sem partido) e aprovada em plenário.

Apoio de lideranças

O documento também contou com os votos de Bruno Rios (PL), atual presidente da UCMAT (União das Câmaras Municipais de Mato Grosso), e de Carlinhos Figueiredo (Republicanos), que é candidato na chapa que disputa a sucessão da entidade.

Contexto do caso

O episódio que motivou a reação ocorreu em 25 de agosto, durante sessão extraordinária da Câmara de Pedra Preta, quando era discutido um projeto de lei sobre auxílio financeiro ao Sindicato Rural para a realização da exposição agropecuária do município. Ao criticar a prefeita, Gilson utilizou a expressão ofensiva que provocou indignação pública, abrindo debate sobre o limite da imunidade parlamentar e o respeito às mulheres na política.

Pedido de desculpas

Dois dias depois, sob forte pressão política e popular, o vereador apresentou um pedido oficial de desculpas:


“Em momento algum minha intenção foi atingir, de forma pessoal, a Excelentíssima Senhora Prefeita Iraci Ferreira de Souza. Caso minhas colocações tenham causado ofensa, manifesto meu sincero pedido de desculpas.”










O gesto, entretanto, não diminuiu a repercussão. O episódio escancara como a pressão popular pode transformar ataques em pedidos formais de perdão, ao mesmo tempo em que mantém em aberto a possibilidade de cassação do parlamentar.






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