Vereador Caio Cordeiro volta a cobrar regularização e transparência no transporte público de Várzea Grande
Parlamentar questiona contratos da União Transporte, critica uso de ônibus intermunicipais em linhas municipais e pede mais fiscalização sobre o sistema.
Durante a sessão ordinária desta semana, o vereador Caio Cordeiro voltou a cobrar providências em relação ao transporte público de Várzea Grande. Segundo ele, a população continua sofrendo com a precariedade do serviço e a falta de regulação.
O parlamentar destacou que em nenhum momento defendeu o rompimento imediato do contrato com a União Transporte, mas sim a necessidade de iniciar os processos para uma nova licitação. “O contrato termina em 2026. É agora que precisamos começar a preparar esse processo, para que a população não continue refém”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas, Caio citou leis que sugerem a identificação dos ônibus por número na lataria, como já ocorre em Cuiabá; a diferenciação por cor entre veículos intermunicipais e municipais; e a redução da idade máxima da frota, garantindo que 99% dos ônibus tenham ar-condicionado a partir da próxima licitação.
O vereador também denunciou um termo de assunção operacional assinado no dia 31 de dezembro de 2024 pelo então prefeito Kalil Baracat e pelo ex-secretário Breno, que permitiu a utilização de ônibus intermunicipais da CMT em linhas municipais da União Transporte. “Esse acordo foi feito sem a presença da Sinfra e da Ager, o que é gravíssimo. Como duas empresas firmam um termo que impacta concessões do Estado e do Município sem a participação dos órgãos responsáveis?”, questionou.
Cordeiro ainda levantou dúvidas sobre a definição das linhas no município, apontando casos em que bairros populosos ficam sem cobertura adequada, enquanto outras regiões acumulam linhas sobrepostas. Ele criticou a falta de novos pontos de integração além do Terminal André Maggi, mesmo com o crescimento de regiões como Mapim, Chapéu do Sol e 15 de Maio.
Por fim, o vereador cobrou fiscalização efetiva. “Hoje, a União Transporte parece se autofiscalizar. Cadê a regulação? Quem está fazendo o controle de qualidade do transporte em Várzea Grande? A população continua pagando caro por um serviço ruim e sem transparência”, concluiu.



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