Presidente da Câmara de Várzea Grande critica uso de seguranças na recepção do pronto-socorro
Vereador Wanderley Cerqueira (MDB) classificou a prática como desvio de função e alertou para risco de improbidade administrativa na gestão da saúde.
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), usou a tribuna durante a sessão ordinária desta terça-feira (26) para criticar a presença de seguranças armados atuando na recepção do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSVG). Segundo ele, a prática caracteriza desvio de função e pode configurar improbidade administrativa.
Wanderley relatou que esteve na unidade de saúde na noite de segunda-feira (25), por volta das 21h, e foi barrado por uma segurança na entrada da ala do trauma.
“Quando entrei, a segurança já correu para me barrar. Ali eu disse a ela que estava cometendo um desvio de função. Segurança é contratada para garantir a proteção, não para recepcionar pacientes. Quem chega ao pronto-socorro está desesperado, muitas vezes com um filho doente ou uma mãe infartada. Não é papel de segurança fazer esse atendimento inicial”, declarou.
O parlamentar também criticou a condução da gestão municipal na área da saúde e reforçou sua independência em relação ao Executivo.
“Quero deixar claro que não sou base de cabresto. Quando há erros, tenho o dever de apontar. O que está acontecendo é grave: improbidade administrativa. A prefeita e a secretária de Saúde, Daisy, precisam rever esse tipo de situação”, afirmou.
Em tom pessoal, Wanderley lembrou da ligação que tem com a unidade.
“Eu amo o pronto-socorro de Várzea Grande. Salvei meu filho ali há três décadas, e por isso tenho compromisso com essa casa de saúde e com a população que depende dela. O povo de Várzea Grande merece respeito”, disse.
O presidente da Câmara também alertou sobre os riscos da presença de guardas armados na recepção.
“Se acontecer uma tragédia de um segurança matar um pai ou uma mãe de família, eu já avisei aqui nesta tribuna. A secretária Daisy poderá responder por improbidade e até por ação criminal. Isso é um desvio de função grave”, reforçou.
Por fim, o parlamentar destacou que seu posicionamento é em defesa da população:
“O cidadão que procura o pronto-socorro já chega nervoso, aflito, em busca de atendimento imediato. Ele precisa ser recebido por profissionais da saúde, não por seguranças armados”, concluiu.



COMENTÁRIOS